É fabuloso não precisar mais prometer que em 2009 vou parar de fumar. Hoje faço exatos seis meses de abstinência total do tabaco. É a maior conquista nesses meus 30 anos de aventuras comportadas. Mas ainda preciso prometer perder esses 8 quilos que me atormentam!!!! Mas quem sabe essa não será a segunda grande conquista da minha vida?
O importante mesmo é que em 2009 eu prometo ser muitíssimo mais feliz. Não que 2008 tenha sido ruim, tive lindos momentos, incontáveis faíscas de felicidade. Mas eu sinto que foi só o combustível para o êxtase de amor, paz e alegria que está por vir no ano que segue.
No ano que vem prometo sorrir mais, sem ou com motivo, prometo sorrir. Sorrir de tristeza, de raiva, de nervoso e, claro, de felicidade. Sorrir, sorrir, sorrir. Prometo também fazer mais caretas de frente para o espelho. Andar de pé no chão. Sentir cheiro de terra molhada. Ah!! E tomar banho de chuva, esse ano não tomei nenhum banho de chuva.
Prometo em 2009 beijar muito na boca. Se possível sempre a mesma boca. E dançar. Dançar sozinha e acompanhada. Prometo continuar dizendo às pessoas o que eu sinto sobre elas, especialmente as coisas boas. Continuar observando os olhares, e sentindo os perfumes.
Em 2009 vou a um drive in. Nunca estive num drive in, deve ser divertido. Também vou pular carnaval de rua em Fortaleza os quatro dias sem parar. Vou visitar a Carol porque sinto tanta falta do sorriso mais carinhoso do mundo. Aliás, prometo fazer muitos outros grandes amigos e amá-los incondicionalmente.
No próximo ano vou apreciar mais os sapos, cheios de pequenos defeitos, mas adoráveis, porque afinal, eles são infinitamente mais divertidos que os príncipes chatos e previsíveis.
Prometo fazer amor quantas vezes forem possíveis, já que ainda não conheci nada mais gostoso que sexo, de preferência carregado de amor, mas se não der, que pelo menos exista muito carinho.
Em 2009 prometo ir de encontro a tudo que desejo, que anseio, que espero ardentemente. Em 2009, senhores e senhoras, eu prometo: serei uma mulher ainda mais feliz!
Danielle Gomes
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
domingo, 28 de dezembro de 2008
Beijo
Se vocês pudessem ver a maneira como ele me olha antes de me beijar... Se vocês pudessem ver aqueles olhos de um castanho doce, amendoado, transbordando de desejo. Se pudessem, entenderiam a loucura que esse olhar me causa. E quando ele escorrega uma das mãos pela minha nuca e aproxima os lábios dos meus. Ele não me beija só os lábios, não invade apenas minha boca, ele toma toda a minha alma e teria de mim o que quisesse nesse momento. Esse homem me apareceu do nada e não sei até quando caminhará comigo, mas o gosto desse beijo não vai nunca me abandonar.
domingo, 9 de novembro de 2008
The End
Já vi tudo isso acontecer antes. As mesmas cenas, as mesmas personagens. É o final tão conhecido que me aflige. Deixo o filme seguir porque nunca se deve abandonar o cinema antes que se acendam as luzes. Cada história é uma história, continuo repetindo numa tentativa frustrada de convencer a mim mesma, mas a verdade é que não acredito em happy end.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Histórias Inventadas
A mesa do café tem dois lugares, mas ele está sozinho. Por que nunca vemos mesas para um? Estar sozinho em uma mesa para dois é ainda mais solitário que a constatação da solidão pura e simples. Estranho pensar sobre isso. E talvez esse homem meio grisalho, óculos na ponta do nariz e olhar perdido esteja pensando nisso enquanto gira a aliança na mesa. Vou criando histórias para ele como costumo criar para todos os desconhecidos que cruzam meu caminho. Talvez tenha descoberto hoje a traição da esposa com quem está casado por quinze anos e pondere entre um crime passional ou o aluguel de um outro apartamento. Pode ser também que ele tenha mantido por meses um caso tórrido com a secretária que agora apareceu grávida e ameaça destruir-lhe o casamento. Será que a esposa faleceu essa manhã de uma doença que a manteve na cama por meses e ele agora procura não sentir-se culpado pelo alívio que o invadiu de repente? Vou criando para ele passado, presente e futuro enquanto ele continua brincando com a aliança.
Escuridão
Minha cabeça dói. Dor intensa. Meu peito arde. Que inferno!!! Onde você foi parar? Onde fomos parar nós dois? Perdidos na estupidez humana que não entende de onde veio e qual é seu destino.Deixei que você fosse. Mas o que eu poderia fazer. Enfrentar? Enfrentar sua obstinação? Nunca fui capaz disso. Sempre obedeci, obedeci, obedeci cegamente.E agora? Quem vai me dar ordens? Quem vai orientar minhas ações, meus pensamentos, minhas palavras? As próximas páginas do meu livro permanecerão em branco.Você não podia. Não tinha o direito de ir embora. De não deixar pistas depois de ter devastado meu coração, meu espírito e meu corpo. Como pode virar e seguir, consciente da minha solidão e do meu desespero? Como pôde me mostrar a felicidade, tornar-la parte da minha rotina até que eu estivesse viciada e, de pronto, sem anestesia, tomá-la de mim?Não. Nunca teve por mim amor. Talvez nunca tenha tido amor por ninguém. Prefiro acreditar que não. O que faltou? O que eu não fiz? Essas perguntas sem respostas me enlouquecem.Olho pela janela. Trinta ou quarenta metros me separam do fim desse tormento. Será como se eu nunca houvesse existido. Não existirão mais perguntas, nem dor, nem desespero. Só alívio.Lanço-me. Mergulho no nada. Imaginei que fosse acabar mais rápido. Minhas lágrimas secam com o vento. Vejo você dentro de mim antes que tudo se apague.
domingo, 26 de outubro de 2008
Insonia
Não posso dormir. É madrugada, o dia lá fora ensaia o amanhecer enquanto um silêncio paciente preenche a casa toda. Faz calor e não encontro o aconchego necessário para descansar. Os olhos pesam mas o coração salta dentro do peito com força. Há poucas horas houve momentos em que não podia precisar onde terminava meu corpo e começava o seu. Ainda agora tenho as pernas trêmulas e o teu gosto na boca. Fecho os olhos e encontro seu queixo apoiado no meu ombro, o hálito quente soprando meu rosto, um dos braços na minha cintura. Vou tentar dormir outra vez.
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