domingo, 31 de julho de 2011

I´m back

Há seis meses não escrevo nada... nem uma palavra. Não digo que não escrevo nada que possa publicar... realmente não escrevo nada. As vezes passos por esses períodos de escuridão, isso acontece quando me amargura o coração e a vida fica seca, desprovida de sonhos.


Mas essas fases sempre passam e voltarei a escrever. Já voltei, na verdade, estou lapidando algumas idéias e voltarei a publicar. Estou ansiosa para voltar a produzir. Darei notícias...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quem me dera!

Quem me dera ser um dia o que eu nunca antes poderia ter sido...

Quem me dera amar com fronteiras
Trocar 'eu te amo' por olhares melancólicos

Quem me dera ter guardado para amanhã
O que não devia ter sido dito hoje

Quem me dera ter dito mais palavras vazias
E menos conselhos inúteis

Quem me dera ter mudado de calçada
Antes de trombar com as misérias da vida

Quem me dera ser de novo o que eu sonhei que seria um dia...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Just thinking about sex

Caros amigos leitores - considerando que esse blog tenha algum leitor - não há nada que me irrite mais na vida que hipocrisia. Hoje o meu pseudo pinico, vulgo ouvido, foi mais uma vez depositário de confissões amarguradas... "ele teve coragem de admitir que transou com ela uma vez e ainda me disse que foi só por tesão, que é a mim que ele ama!!!"
Percebam aí que a fonte da revolta não foi a 'traição' propriamente dita, o que a levou aos prantos foram dois fatos respctivamente descritos a seguir:
1. O cara admitiu a traição - as mulheres não querem a verdade, querem que os homens mitam para que elas continuem tendo uma carta na manga.
2. Ele não estava apaixonado - tudo pode ser feito em nome do amor.
Que ela jogue a primeira pedra se nunca desejou outro homem, eu diria, se tivesse com humor para dicussões filosóficas. Minha gente... sexo é sexo e pronto, só precisa de tesão e um bom papo depois,  pra quem não pode só acender um cigarro... amor é outra coisa.

Qual a dificuldade?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Papo de Gente Grande

Minha filha de 6  anos me procura na cozinha e pergunta:
                   
                - Mamãe, posso descer pro play?
                - Pode.
                - Mas você pensou?
                - O que???
                - Você pensou? Porque depois você me diz que falou sem pensar.
Há algo aqui dentro que tem precisão de sair. Está descabelado de arrebentar. É um bicho que se remeche dentro do meu peito, que arranha a porta, que cava o chão. O que eu faço com ele?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

1996

Hoje passei por lá. O mesmo prédio antigo que tem a pintura renovada todo ano,  como se ganhasse um terno novo. Na praça as mesmas árvores, os mesmos bancos, as mesmas sombras - refúgios nos dias quentes. E aqueles meninos e meninas. Eu podia me ver na garota deitada no banco com a cabeça no colo de um dos meninos. E podia ver o rosto de cada um dos meus colegas da época em cada uma daquelas outras faces jovens, adolescentes, quase crianças.  Quanta saudade eu senti, como desejei só por alguns minutos ter novamente quinze anos. Descer correndo aquelas escadas, pensar na próxima prova, fazer as contas de quantas aulas ainda dava pra matar no semestre. Depois de 1996, nunca mais fui tão feliz.